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Belo Horizonte, 21/8/2012

agosto 22, 2012
por Luiz Roque

A primeira pista: uma luva. A primeira pista é sempre falsa

Tenho a impressão que cheguei em um lugar que irá mudar rapidamente.
O Jardim Canadá, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde se situa o JA.CA, parece viver o fenômeno chamado BRIC.
O deserto vermelho, como é conhecido, vai ficando menos vermelho. A Avenida Canadá, onde está a sede da residência, foi recentemente asfaltada, deixando a lembrança da rua de terra batida na memória e nos hds dos últimos residentes.
É visível o interesse pelos terrenos baldios disponíveis no bairro. Toda vez que eu dou uma volta pelas redondezas reparo que há sempre empreendedores vasculhando a área em seus gigantes blindados que mais parecem carros funerários de tão grandes e pretos. Pode ser impressão minha, mas acho que não é, existem várias obras em andamento. Claro que também existem os jovens e seus carrinhos com baixas velocidades que estão mais interessados em curtir a paisagem para atividades menos sérias.
A locação, o bairro Jardim Canadá, concentra, ao mesmo tempo, fornecedores da indústria pesada e da decoração (o que inclui algum comércio de arte), tornando essa região em lugar bastante único, com uma singularidade fascinante dos lugares em transformação.
Em uma rápida caminhada no fim da tarde é possível avistar lindas montanhas douradas com uma pequena presença humana aglomerada em sua base, em um ponto de vista a la Mel Gibson em Mad Max. Os pedestres no contraluz (mais abundantes a esta hora, mas não muitos)  não são indiferentes a você, mas tampouco estão super interessados em sua falta de rumo, são trabalhadores.
O posto de gasolina (bem próximo à residência e chamado “Chefão”) é bem agitado durante todo o dia (e noite) e está do lado de uma rede de supermercado-boutique chamada “Verdemar”, que é onde, aparentemente, a classe A compra seu café da manhã (o JA.CA está na rota de acesso à cidade de Nova Lima, destino de grandes condomínios residenciais). O supermercado é realmente ótimo mas o Marlboro Light se compra no posto de gasolina, o que também é ótimo.
Um lugar em transformação te dá a possibilidade de viver situações que, se não são novas, são renovadas ou inventadas. O Jardim Canadá é como uma pequena cidade industrial pacífica, condição que não me parece comum ou fácil de localizar no Brasil hoje. Talvez eu esteja projetando a minha vivência (ou este texto) em algum ponto perdido entre 1950 e 2050 que não o ano de 2012.
E talvez isso seja um filme.
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2 Comentários leave one →
  1. luizabaldan permalink
    agosto 24, 2012 2:48 pm

    Grande Luiz! Força no Marlboro e nos devaneios. Beijão

  2. agosto 31, 2012 6:46 pm

    TJ. Tamo Junto 😉

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