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Valparaíso, 25/7/2012

julho 26, 2012

por Luiza Baldan

 

 

 

No cerro, calle cerrada, encerrada.

Preparar um assado e usar a brasa como lareira. Sobre o porto a vista é magistral e os centauros triunfam como heróis à beira-mar.

No trem as tardes são embaladas à música brasileira. Uma senhora se aproxima do piano e cantarola “Esta noite eu queria que o mundo acabasse”, de um cantor de bolero chamado Silvinho, totalmente desconhecido para mim.

Na tentativa de me familiarizar com bemóis e sustenidos, percebo que o ouvido responde e ganho ânimo para continuar o aprendizado de um novo idioma.

O Daniel de cá se foi, e o de lá me fala de “A song to remember”, enquanto penso em Tom, Beth e Luiza.

Durante a once, tomo um chá com Chantal, que me aponta num mapa os locais públicos mais emblemáticos de Valparaíso que ainda existem ou desapareceram totalmente. Alguns comércios tradicionais fecharam as portas por conta da especulação imobiliária. As ruínas próximas à minha antiga casa são os resquícios da grande explosão de dois edifícios que acabou com a vida e os negócios de muita gente. Ali existe uma animita onde deixam flores e homenagens aos mortos. A nossa conversa remonta aos anos da ditadura e os brasileiros que se exilaram aqui. Logo recebo um texto da minha família que justamente comenta o mesmo período e de repente tudo passa a girar em torno da sincronização.

 

Foto retirada da internet

 

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