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Gráfica – todo dia é noite

julho 15, 2010

01/07/2010
Passei o dia na gráfica com o primeiro teste na máquina Heidelberg T que realmente é uma beleza. As provas ficaram ótimas, porém também fiquei um pouco assustado com o prazo, já que o serviço entrou na fila da imprenta.


02/07/2010
A universidade de Playa Ancha tem uma vista para o mar que faz o cara querer estudar lá!
Fomos para o encontro com os estudantes do curso de Licenciatura em Artes. O auditório ficou quase cheio e depois com alguma flutuação, já que os alunos tinham outros compromissos. Primeiro o Tiago mostrou sua produção e na sequência eu. Alunos participativos, fizeram algumas perguntas e o saldo foi bastante positivo.

No final do dia, encontramos com Felipe Román e fomos até sua casa comer uma pizza.

Tiago

Fabricio

03/07/2010
Recuperando forças, concentrando para a semana final.


04/07/2010
Transformei a sala de convivência do DUC em ateliê de impressão. Choveu o dia inteiro e não nos animamos em sair do residencial. Cozinhamos, o que é quase sempre a melhor opção e  no total fiz 60 impressões, arroz com brócolis e lentilha com tomate, castanhas e cebola. Amanhã, na imprenta Victória ou vai ou racha…

El Barba

05-12/07/2010
Na tipografia, todo dia é noite. A rotina semanal começava as 8:20 e terminava pontualmente as 18:00. Precisava chegar antes de todo mundo para conseguir que o livro fosse impresso e pronto até sexta feira dia 09
A semana foi um treinamento de como flutuar os dedos sobre o espaço certo para sacar a peça de metal que contém a unidade da palavra, ter a respiração constante e firme para alcançar o final do paragráfo, montando todo texto possível até o último ‘a’.

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Um intercâmbio profissional-técnico, já que acabei trabalhando na Imprenta Victória por três semanas,  conquistando uma relação com todos os senhores e jovens que trabalham lá. Uns a mais de 50 anos, outros a 3 anos, uns herdaram o trabalho do pai e do tio e continuam na mesma empresa. A gráfica promove uma paixão, uma espécie de adicção pela reprodução, pela informação impressa, pelo manuseio e todo trabalho artesanal que envolve. Adolfo, Mário, Luis, Antonio, Marco, Diguiberto, Jacinto, Juan e Rolf.
Me parece que a lentidão da tipografia foi um verdadeiro contraponto a produção cotidiana da gráfica, ao mesmo tempo que os mais velhos lembravam com gosto e indiferença do passado não tão distante.

Espero que tenha conseguido abrir um espaço, renovar um ar e chamar a atenção para um acervo que pode desdobrar-se em diversas utilizações com artistas na cidade, grupos de trabalho comunitários, professores..
A melancolia perseguia as horas nos últimos dias e era impossível não respirar profundamente aquela paisagem, não queimar a retina com o sol penetrando na água do oceano Pacífico, dito justamente com nome próprio, com identidade hostil e perene. Botei os pés na água, guardei duas pedrinhas no bolso, enxaguei o rosto e a nuca mas desta vez não mergulhei.

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