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2 semanas

junho 15, 2010

08/06/2010

Hoje a temperatura baixou bem. Com a umidade e a sensação térmica pairando menos  que 10 graus, foi difícil sair da cama cedo.
Perto do meio dia, fui ao Crac para trabalhar um pouco e encontrar a equipe. Dali, partiria para a Imprenta Victoria com o intuito de finalizar a negociação com Rolf e começar a trabalhar, além de comprar a madeira na Chacabuco.


Antes, como um crime premeditado passaria no restaurante do El Yugoeslavo ‘Carlos”. Foi um tiro certo, restaurante antigo na calle Las Heras hoje comandado pela filha do ,na verdade, croata. Foi o melhor pescado com batatas e arroz da viagem, com um atendimento e clima excepcionais. Saí , um pouco enebriado pelo almoço e fui em direção a gráfica. Tendo a confirmação do trabalho, parti para a madeireira onde tive uma experiência à parte. Descobri que El Chupete, é o goleador chileno e todas as esperanças del equipo estão com o cara. A simpatia do chileno é acima da média. Nunca fui tão bem tratado para comprar um compensado qualquer…


Para carregar toda a madeira cortada, um coletivo (táxi com rota fixa) que me deixou na rua do mercado de peixe junto a igreja matriz. Esse mercado de peixe…..


09/06/2010

Acordei para ver Thaís e Flora, ainda com dificuldade por conta do frio por volta das 8:30. O aquecedor é tão luminoso que sou obrigado a desligá-lo no meio da madrugada. Saí perto do meio dia para encontrar um lugar que imprimisse um boneco da publicação. Hoje também, trabalharia da Imprenta Victoria pela primeira vez.
Antes, passamos em uma loja de produtos hindus para comprar chá, sabonete, papel e incenso.
Cheguei na Chacabuco e fui à gráfica.
Um depósito de chumbo e madeira com pedaços de reboco cobrindo diversas caixas e uma delas viradas no chão com todo material espalhado. Terremoto. Por quando se fala terremoto, refere-se ao que foi, porque o ‘tremor’de domingo: no se paso nada. O trabalho inicial é limpar o lugar esquecido. Rolf tem uma boa coleção de tipos grandes de madeira, mas pouca coisa em chumbo, dos materiais e espaços são muitos. Talvez não consiga montar tudo de uma vez.
Preciso adiantar o máximo possível e entregar quase tudo ao cajista.

10/06/2010

Hoje foi dia de limpeza, roupas , quartos – geral. Almoçamos juntos eu e Tiago no seu ‘departamiento’ – arroz e lentilha com ají. Estamos ganhando ritmo com as cozinhas no Duc. Pela noite, será uma sopa para combarter o frio que aumenta ao longo  dos dias enquanto o sol não aparece. A praça Echauren é um lugar maluco, agora só não sei se menos que a praça da igreja matriz ou o mercado de peixe. Cenários à céu aberto, onde todo mundo se vê sem pudor querendo entender e saber os porques do outro, da presença no quadrilátero, quase como um jogo.
Depois de breve parada no CRAC, foi ao meu destino, um pouco hesitante pela dificuldade em lidar com aquela história parada, esquecida em desuso: bela paisagem de fungos, pó e fuligem. Mas fui severo comigo, pretendendo uma recompensa como café em empanada em algum lugar pitoresco.
Consegui avançar, mas com receio de  não conseguiremos montar todo o texto de uma vez.


Esse desencontro, essa desfuncionalização é angustiante.

11/06/2010

Hoje, começando pelo fim. Descobrimos que Fabricio e Tiago são muito famosos em Valpo, acho que em todo Chile como uma dupla de ‘bailerinos de Axé Bahia” bueno…
Toda vez que me apresentar e perceber um risinho de canto de boca vindo de um chileno lo saberé lo que es…pois é nada é por acaso.
O portunhol é a máxima expressão do isolamento insular que vivemos no Brasil. é dose e no final das contas, o melhor é falar português mesmo atentando para algumas palavras.
Hoje descobri que a gráfica foi uma pista de patinete nos anos 10, e perceber seu piso de madeira gasta, o vitral grandioso talvez mais esquecido que a própria tipografia, foi algo muito bonito. Perceber o Rolf sendo a terceira geração e segundo ele conviver com aquele lugar desde usava calzuelas de cuero.

Ele nos mostrou uma linotipadora de último tipo, verdadeiramente último sendo fabricada em 1980. É uma máquina linda que contrasta com as linotipadoras escuras petrificadas como carvão do século 19, que mais parecem brinquedos fantásticos gigantes.

Rolf Friedrichs

Cada dia, um pouco mais percorrendo Valparaíso
A rápida estada no Cinzano foi especial!
TOMA CHOCOLATE! PAGA LO QUE DEVES!

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